Ir para o Conteúdo

Exposição de Longa Duração

Intervenção Tupã

Ao longo dos últimos anos, o Museu Índia Vanuíre desenvolveu iniciativas colaborativas com os povos indígenas do Centro-Oeste Paulista. A exposição “Intervenção Tupã” resulta desse percurso compartilhado, construído por meio do diálogo, da escuta e da participação ativa das comunidades envolvidas.

A mostra apresenta o Centro-Oeste Paulista como um território marcado pela pluralidade de memórias, histórias e perspectivas. Ao valorizar diferentes formas de representação e ampliar espaços de protagonismo e inclusão, propõe reflexões sobre identidade, patrimônio e pertencimento. Mais do que um espaço expositivo, “Intervenção Tupã” se oferece como um lugar de aprendizagem, troca e construção coletiva de sentidos.

TERRA INDÍGENA VANUÍRE

Este módulo destaca a diversidade cultural da Terra Indígena Vanuíre, localizada no município de Arco-Íris (SP), onde vivem atualmente povos Kaingang, Krenak, Terena, Atikum, Fulni-ô, Guarani Kaiowá, Guarani Nhandewa e Pankararu.

O espaço aborda a presença ancestral dos Kaingang — “Bravos Kaingang, Tahap!” — na região há mais de 500 anos, as transformações provocadas pela expansão cafeeira no início do século XX e a criação do antigo Posto Indígena. A exposição também evidencia a trajetória dos Krenak — “Borun do Watu. Ererre!” — e ressalta a resistência, a força e a continuidade cultural dos povos que mantêm vivas suas identidades, saberes e tradições.

TERRA INDÍGENA ICATU

Situada no município de Braúna (SP), a Terra Indígena Icatu abriga famílias Kaingang, Terena, Krenak, Guarani Nhandewa e Guarani Kaiowá. Este módulo aborda a convivência entre diferentes povos no território demarcado em 1919, sintetizada no lema “Dois povos e uma luta”.

O espaço apresenta práticas culturais e conhecimentos transmitidos entre gerações, como a cerâmica Kaingang, os cânticos e a dança tradicional terena Hiyokena Kipâe. Essas manifestações permanecem presentes no cotidiano da comunidade por meio da atuação das lideranças, dos mestres de saberes e da escola indígena local.

TERRA INDÍGENA ARARIBÁ

Este módulo convida o visitante a conhecer a trajetória de resistência das aldeias Ekeruá, Kopenoti Nimuendaju e Tereguá. A exposição aborda a presença dos povos Guarani Nhandewa, Kaingang e Terena na região, apresentando acontecimentos que marcaram sua história desde o início do século XX, com a atuação do etnólogo Curt Nimuendaju.

O espaço também apresenta iniciativas desenvolvidas atualmente pelas comunidades, como ações de preservação ambiental, a brigada de incêndio, os jogos indígenas, os projetos de turismo cultural sustentável, as noites culturais e as feiras de artesanato. Essas atividades contribuem para a manutenção das tradições e para o fortalecimento da identidade e da economia local.

Representação Plumária no Acervo Indígena

Esse módulo explicita a riqueza da coleção plumária indígena do museu, com a apresentação dos estilos estéticos de 14 povos, tais como: Guajajara, Ka’apor (Urubu), Karajá, Kayapó, Kayapó-Metyktire, Mehinako, Suyá, Tapirapé, Wajãpi, Waurá, Xavante, Yanomami; provavelmente Munduruku e Asurini do Tocantins.

Representação Tecida e Cesteira no Acervo Indígena

Nesse módulo expositivo o público tem acesso à riqueza dos artefatos cesteiros e tecidos do museu. A cestaria está organizada etnograficamente de acordo com o uso, como cozinha, meios de transporte e artefatos de uso ritual e pessoal. Os artefatos tecidos estão agrupados etnograficamente por conforto pessoal, vestuário e adorno, além dos meios de transporte. Esse módulo compreende 21 povos ou culturas, tais como: Alto Xingu, Asurini, Bakairi, Baniwa, Bororo, Canela, Chiquitano, Etnia do Alto Rio Negro, Etnia do Alto Xingu, Guajajara, Kaingang, Kamayurá, Karajá, Karib, Kayapó-Metyktire, Sateré-Mawé, Tukano, Waurá, Xavante, Yanomami, Yawalapiti.