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O Café e a História de Tupã

apresentação

Um dos principais fatores que contribuíram para o desenvolvimento de São Paulo foi a expansão da cultura cafeeira. Os paulistas assumiram uma política pública de imigração que visava “braços para a lavoura”, dessa forma, muitos imigrantes buscaram, no interior do Estado, melhores condições de vida.

O avanço da Estrada de Ferro que ligava a região leste do Brasil ao Mato Grosso já indicava o crescimento da região oeste paulista com a possibilidade de deslocamento desse tipo de cultura.

história de tupã

A história de Tupã, que começou muito antes de 1929 – data de sua fundação -, acontece graças ao pioneirismo de imigrantes que, atraídos pelo café, chegaram aqui para iniciar suas vidas.

Os primeiros colonizadores investiram na cultura cafeeira, inaugurando os primeiros sítios de café. Com isso, cada vez mais pessoas chegaram para trabalhar nas plantações e, à medida que a cidade se desenvolvia economicamente, esses grupos também se estabeleceram no comércio, auxiliando o desenvolvimento local.

café em tupã

A fundação de Tupã acontece em 1929, quando ocorre a quebra da Bolsa de Nova Iorque (EUA), provocando a desvalorização da exportação do café. A crise provocou a queda dos preços e, em 1931, o Governo Federal, cujo presidente era Getúlio Vargas, proibiu o plantio do café em todo território nacional, com exceção do Estado do Paraná. A determinação terminou apenas em 1936.

No final da década de 1930, a plantação de café na região somava 16 milhões de pés, totalizando uma safra de até 450 mil sacas, exportadas para a Europa.

produção

Em 1950 o município já era o terceiro maior produtor do Estado.

No ano de 1957 teve início a Campanha de Cafés Finos, desenvolvida pela Secretaria Estadual da Agricultura com o objetivo de aumentar a produção de café de fina qualidade.

Em agosto do mesmo ano Tupã realizou a 1ª Festa do Café. O evento contou com desfiles de tratores e carro alegórico transportando a Rainha do Café, exposição de amostras de café e exibição de filmes, entre outros.

queda da produção

Em 1975 as geadas provocaram prejuízos incalculáveis à lavoura. Segundo levantamento da Casa da Agricultura de Tupã, 15 milhões de pés de café foram destruídos. A temperatura mais baixa registrada em julho chegou a 2 graus abaixo de zero e é considerada até hoje a maior geada já vista.

Em 1981 Tupã produzia uma média de 200 mil sacas do grão. Nessa década e na década seguinte, a queda na lavoura era cada vez maior e se agravava de ano para ano. Embora deficitária, a lavoura ainda era mantida, pois valorizava a terra.

Desbravadores do café na Alta Paulista

Colônia Espanhola

Quando Tupã foi fundada, alguns núcleos de imigrantes espanhóis já haviam aberto vários sítios na região do bairro São Martinho, a partir de 1916. Nas décadas de 1920 e 1930, dezenas de famílias se estabeleceram na cidade e dedicaram-se ao café, posteriormente, ao algodão, arroz, milho, hortaliças, etc. Além da agricultura, mais tarde, desenvolveram o trabalho com olaria, construção de casas e máquinas de benefício de arroz.

Colônia Italiana

Os imigrantes italianos começaram a se estabelecer na região de Tupã a partir de 1923, antes, portanto, da fundação da cidade. Fixaram-se na zona rural onde se dedicaram à cultura do café e, posteriormente, cereais e criação de gados.

Colônia Japonesa

Em 1931 os primeiros imigrantes japoneses vieram para Tupã e se estabeleceram no bairro Afonso XIII. Dedicaram-se à plantação de café e, mais tarde, algodão, amendoim, frutas e hortaliças, além do comércio.

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