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Homenagem ao escultor modernista Victor Brecheret pelos 70 anos do Prêmio do Júri Internacional na I Bienal de 1951

Publicado em: 16 de setembro de 2021

A arte Indígena e nativa de Victor Brecheret

No final da década de 40, Brecheret Interessou-se e deixou-se arrebatar pela cultura da região amazônica e pelos vestígios de habitantes primitivos da Ilha de Marajó.

Aproximando-se do pré-histórico, inspirou-se nos antepassados dessa região e “inventou sua arte marajoara e indígena nativa.”

Esculpe em bronze e terracota, fazendo incisões e grafismos que remetem à escrita cuneiforme, com temas que representavam uma época na qual lendas e mitos indígenas, faziam parte do cotidiano desses povos.

Além de terracota, Brecheret esculpiu pedras que vieram do mar, descobertas nas areias da praia.

Deu-lhes vida e história em traçados rústicos, como a figura de uma índia escondida por um peixe…

(Texto baseado no estudo e trabalho da Profª Dra Maria Izabel Branco Ribeiro “A arte indígena de Brecheret”)

Breve histórico do escultor

Brecheret nasceu em 1894 em Farnese, Viterbo, Itália, chegou em São Paulo em 1904 com os tios maternos que para cá vieram trabalhar e com quem ele tinha passado a morar, depois de ter ficado órfão de mãe, aos 6 anos.

Em 1912 ingressa no Liceu de Artes e Ofícios e no ano seguinte, já partiu para Roma, tendo sido aluno e pupilo de Arturo Dazzi, natural de Carrara, terra do mármore, de quem veio sua influência greco-romana e renascentista.

Já premiado em Roma em 1916, lá ficou até 1919 e onde trabalhou no estúdio do croata e amigo, Ivan Mestrovic, de quem recebeu decisiva influência e o gosto pelo seu estilo, caracterizado por obras monumentais.

Volta para São Paulo em 1919 e em 1920 já apresentava a maquete do extraordinário projeto “Monumento às Bandeira”, concluído trinta anos depois em 1953.

Foi descoberto pelos em 1921 modernistas Oswald e Mario de Andrade, Menotti del Picchia e Di Cavalcanti, admirados e surpresos com ele, encontrado no seu local de trabalho e atelier, no Palácio das Indústrias, cedido por seu ex-professor e Diretor do Liceu, Ramos de Azevedo.

Muito embora tenha regressado à Europa em 1921, com uma bolsa de estudos de 5 anos em Paris, participou mesmo que à distância, com obras suas, na Semana de Arte Moderna, de 1922, desde quando se consagrou como referência do Modernismo na escultura do Brasil.

Fica em Paris até 1926, quando retorna, mas, continua se alternando entre São Paulo e Paris até 1936, influenciado pela Art Deco, Brancusi e por estilos de vários artistas europeus vanguardistas.

Mas gostava de relembrar e frisar que foi Rodin e por um recorte de jornal, achado por ele na rua, ainda muito menino, o que o fez decidir, ser escultor, quando com massinha se iniciou desde então, nessa sua trajetória luminosa e plena de futuros prêmios nacionais e internacionais.

Brecheret faleceu no auge de sua vida e carreira artística profissional, em 17 de dezembro de 1955, vítima de enfarte aos 61 anos, quatro anos após ter recebido o Prêmio do Júri Internacional da I Bienal de São Paulo em 1951 e de ter inaugurado em 1953 o Monumento às Bandeiras e não era mais vivo, portanto, quando foi inaugurado o Monumento a Duque de Caxias, em 1961.

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