O Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, Museu India Vanuíre e ACAM Portinari, informam:
Educação Museal: espaço de trocas de experiências para uma construção coletiva cultural e educacional

“Educar em um museu é cativar, interessar, compartilhar, comunicar, proporcionar descobertas, experimentações, encontros, o próprio gosto pelo conhecimento, pelo contato entre pessoas, povos e culturas”
(Castro, 2024, p.12)
Encontros de educadores de museus representam uma oportunidade de troca de saberes e construção coletiva de práticas pedagógicas relacionadas à educação não formal. Nesses contextos, a “diversidade de pessoas, crenças, epistemologias e práticas constitui a riqueza do campo da educação museal” (Castro; Soares; Costa, 2020, p. 09).
Em agosto de 2025, o Museu das Culturas Indígenas (MCI), localizado na cidade de São Paulo, realizou o “1º Encontro de Educação Museal na Perspectiva Indígena”, e a convite do mesmo, o Museu Índia Vanuíre participou do evento por meio de uma apresentação das ações culturais desenvolvidas pela instituição. Entende-se que os museus são espaços importantes na construção dos saberes. Instituições museológicas como o Museu Histórico e Pedagógico Índia Vanuire e o Museu das Culturas Indígenas, na medida que representam em seus espaços expográficos a cultura dos povos originários, se colocam como fomentadores da valorização da diversidade cultural, além de espaços de resistência, de escuta e de diálogo entre diferentes visões de culturas, e formas de narrar a história.
Os educadores de museus dedicados às questões indígenas atuam não apenas como mediadores do conhecimento, mas, ao trabalharem com os povos indígenas, entendem as cosmologias e tradições destes povos e ajudam a transformar visões preconceituosas que ainda persistem na sociedade, dialogando com os visitantes espontâneos ou com o público escolar. Sua atuação ultrapassa os limites físicos do museu, conectando passado e presente, território e identidade, em um processo contínuo de educação que respeita e valoriza o conhecimento tradicional indígena.
A troca de experiências entre educadores museais é essencial para fortalecer práticas educativas enraizadas nas realidades locais, mas também abertas ao diálogo intercultural.
Ao compartilhar desafios, estratégias, metodologias e histórias de vida, os educadores constroem redes de apoio e colaboração que ajudam a enfrentar questões comuns, como o preconceito, a necessidade de reconhecimento institucional e a luta pela autonomia na curadoria e na narrativa museológica.
Esses encontros também contribuem para repensar o papel do museu como espaço de escuta e acolhimento, bem como a educação museal pode ser uma ferramenta de transformação social e política. Os museus indígenas, além de serem espaços democráticos, devem promover o protagonismo indígena na produção e na difusão do conhecimento. Assim, os encontros entre educadores desses museus, para além de eventos profissionais, são atos de afirmação cultural, de resistência e de construção coletiva de futuros possíveis.
Referências
CASTRO, F.; et al., (Orgs.). Paulo Freire e a educação museal: dos vínculos históricos às ações para o esperançar. Rio de Janeiro: Museu Histórico Nacional, 2022.
CASTRO, F. História da Educação Museal. SILVA, M. A.; COSTA, A. F. (Orgs.). E-book. ISBN: 978-85-60984-73-2. Disponível neste link. Acesso em: 28 ago. 2025.
CASTRO, F.; SOARES, A. J.; COSTA, A. F. Educação Museal: conceitos, história e política. Rio de Janeiro: Museu Histórico Nacional, 2020. 43p. E-book. ISBN: 978-65-88035-04-7. Disponível neste link. Acesso em: 20 ago. 2025.
MUSEU HISTÓRICO E PEDAGÓGICO ÍNDIA VANUÍRE. Plano Educativo. Brodowski. ACAM Portinari. SEC. 2025.
MUSEU HISTÓRICO E PEDAGÓGICO ÍNDIA VANUÍRE. Plano Museológico. Brodowski. ACAM Portinari. SEC. 2021. Disponível neste link. Acesso em: 07 jun. 2025.


