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O Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Museu Felícia Leirner e ACAM Portinari, informam:

Boletim 31 Tupã | Novembro | 2022

A SEMANA TUPÃ EM COMEMORAÇÃO AO DIA INTERNACIONAL DOS POVOS INDÍGENAS

“A Semana Tupã em comemoração ao Dia Internacional dos Povos Indígenas tem como objetivo reconhecer e valorizar a cultura tradicional e o conhecimento das comunidades indígenas do oeste paulista.”

(MHPIV, 2022).

Conforme abordado no boletim anterior, o Projeto de Lei 5466/19 que altera a nomenclatura do “Dia do Índio” para o Dia dos Povos Indígenas de autoria da deputada federal Joênia Wapichana seria apreciado em sessão conjunta do Congresso Nacional, que poderia manter ou derrubar a decisão do chefe do Poder Executivo (BRASIL, 2022). No entanto, para vitória dos povos indígenas, o veto 28 foi derrubado na sessão do Congresso Nacional realizada no dia 05 de julho na Câmara dos Deputados (WAPICHANA, 2022).

Anteriormente, também foi destacada a Semana dos Povos Indígenas realizada no mês de abril, e neste boletim, abordaremos sobre outro evento importante da instituição em parceria com os grupos indígenas, a Semana Tupã em Comemoração ao Dia Internacional dos Povos Indígenas que acontece anualmente em agosto.

A Semana Tupã em comemoração ao Dia Internacional dos Povos Indígenas promove debates e reflexões sobre as condições da existência dos povos indígenas, sobretudo, os do Oeste Paulista. O evento teve seu início em 2012, quando foram rememorados os 100 anos da “pacificação” Kaingang, no oeste de São Paulo, o qual é considerado um dos mais importantes eventos sobre a temática no Brasil (MHPIV, 2022).

Cabe destacar que o Dia Internacional dos Povos Indígenas foi instituído por decreto da ONU (Organização das Nações Unidas), no dia 9 de agosto de 1995, como resultado da atuação de representantes de povos indígenas de todas as partes do mundo. Mais do que buscar a interrupção de ataques sofridos em seus territórios, o objetivo desse movimento também foi garantir condições de existência dignas aos povos indígenas preservando o direito à autodeterminação de suas condições de vida e cultura, bem como a garantia aos Direitos Humanos (MHPIV, 2022).

Neste ano de 2022, o Museu contou com a presença de indígenas das Terras Indígenas do Oeste Paulista: Vanuíre (Arco-Íris), Icatu (Braúna) e Araribá (Avaí), apresentando aos diversos públicos (presenciais e virtuais), suas diferentes vivências culturais, as quais nos remetem a refletir e valorizar sobre a maneira singular de ver e entender o mundo que cada povo indígena tem, de acordo com estudos de Martins (2021), Souza et al. (2015) e Diegues et al. (2019).

Nesta ação, os indígenas realizaram palestras e rodas de conversa acerca de suas histórias, resistências e suas lutas para o fortalecimento e manutenção cultural, abordaram sobre a importância da dança e cântico, compartilharam ensinamentos tradicionais de seus povos.

Martins (2021) descreve que se tem nessas diversas maneiras de compreender o mundo, o etnoconhecimento que são:

[…] os saberes e as práticas culturais das comunidades tradicionais, passados de geração a geração, repletos de conhecimentos enriquecidos da cultura local. Sendo assim, quando se fala de comunidades tradicionais não estamos falando de sociedade (MARTINS, 2021, p. 30).

Para tanto, cabe destacar a diversidade de povos indígenas no Brasil, compreendida por 305 povos e 274 línguas (IBGE, 2010). É de suma importância reconhecer e valorizar o singularismo cultural indígena, em que os povos originários são diferentes no saber, fazer, entre outros aspectos culturais.

Professor(a), faça-nos uma visita, acesse também o site do Museu Índia Vanuíre  https://museuindiavanuire.org.br/ e fique por dentro da nossa programação. Conheça também a programação do Museu das Culturas Indígenas https://museudasculturasindigenas.org.br/

REFERÊNCIAS

DIEGUES, A. C. Conhecimentos, práticas tradicionais e a etnoconservação da natureza. Desenvolvimento e Meio Ambiente, São Paulo, Biblioteca Digital de Periódicos. v. 50, p.116-126. abr. 2019. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/made/article/view/66617/38436. Acesso em: 26 ago. 2022.

IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Demográfico 2010. 2010.

MARTINS, C. V. Saberes e práticas socioambientais na Terra Indígena Vanuíre: compreensão do etnoconhecimento dos Grupos Kaingang e Krenak. (Dissertação (Mestrado (Ciências Área de Agro Negócio e Desenvolvimento)). Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” Faculdade de Ciências e Engenharia. 2021. Disponível em: martins_vc_me_tupa.pdf (unesp.br). Acesso em: 21 ago. 2022.

MUSEU HISTÓRICO E PEDAGÓGICO ÍNDIA VANUÍRE. Plano Educativo. Brodowski. ACAM Portinari. SEC. 2019.

MUSEU HISTÓRICO E PEDAGÓGICO ÍNDIA VANUÍRE. Plano Museológico. Brodowski. ACAM Portinari. SEC. 2018.

MUSEU HISTÓRICO E PEDAGÓGICO ÍNDIA VANUÍRE. “Semana Tupã em comemoração ao Dia Internacional dos Povos Indígenas”. Disponível em:https://museuindiavanuire.org.br/semana-tupa-em-comemoracao-ao-dia-internacional-dos-povos-indigenas-termina-neste-domingo-14-em-tupa-sp/. Acesso em: 27 ago. 2022.

MUSEU HISTÓRICO E PEDAGÓGICO ÍNDIA VANUÍRE. Plano Educativo. Brodowski. ACAM Portinari. SEC. 2019.

MUSEU HISTÓRICO E PEDAGÓGICO ÍNDIA VANUÍRE. Plano Museológico. Brodowski. ACAM Portinari. SEC. 2018.

MUSEU HISTÓRICO E PEDAGÓGICO ÍNDIA VANUÍRE. Institucional. Disponível em: https://museuindiavanuire.org.br/institucional/relacoes-com-a-comunidade/. Acesso em: 29 set. 2022.

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